Moradores questionam obra de postes gigantes em União da Vitória
A instalação dos postes gigantes nos bairros Ouro Verde e Bom Jesus, em União da Vitória, passou a gerar questionamentos entre moradores.
Após reportagem publicada pelo Jornal O Comércio sobre a finalidade da obra, duas pessoas procuraram a redação para relatar preocupações com a execução dos trabalhos, possíveis prejuízos aos imóveis e falta de esclarecimentos.
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Um dos moradores é Everaldo Kleber Cichacz, proprietário de um terreno herdado do pai. Ele afirma que a escavação realizada em frente à propriedade pode comprometer a venda do imóvel, avaliado por ele em aproximadamente R$ 600 mil.
Segundo Everaldo, um interessado pretendia construir três casas no terreno, mas a localização da estrutura pode inviabilizar uma das construções, reduzindo o valor da proposta de compra.
“É um terreno que custa quase 600 mil reais e o cara quer me dar bem menos por causa disso. Ele disse que não vai conseguir fazer três casas, vai conseguir fazer duas. Está me prejudicando bastante”, relatou.
O proprietário também afirma que os trabalhos começaram sem comunicação prévia e provocaram danos à calçada e ao meio-fio. Além disso, teme que a estrutura comprometa o acesso de veículos ao terreno.
“Eles não pediram autorização para ninguém. Chegaram, foram fazer o buraco, me quebraram a calçada, me quebraram o meio-fio. Eu não estou conseguindo falar com ninguém”, afirmou.
Apesar das reclamações, Everaldo ressalta que não é contrário ao empreendimento.
“Sou a favor da obra, do progresso, tudo, mas desde que não me prejudique também”, declarou.
Ele também afirma ter conversado com outros moradores do bairro Bom Jesus que demonstraram insatisfação com a falta de informações sobre a intervenção.
Morador apresenta denúncia encaminhada ao Ministério Público
Outro morador, que pediu para não ser identificado, entregou ao Jornal O Comércio cópia de um documento que afirma ter encaminhado ao Ministério Público, solicitando a apuração de possíveis irregularidades na implantação da linha de energia de 138 mil volts, executada pela Celesc.
Entre os principais questionamentos desses moradores estariam a escolha do traçado pelos bairros residenciais, a não existência, segundo eles, de licenças e autorizações, a instalação de estruturas próximas a calçadas e cruzamentos e os possíveis impactos sobre a segurança, a acessibilidade e o valor dos imóveis.
O documento também questiona se foram estudadas alternativas de trajeto que provocassem menor interferência nas áreas urbanas.
Na manifestação, o morador solicita esclarecimentos à Celesc, à Prefeitura de União da Vitória e aos órgãos responsáveis pelo licenciamento e fiscalização. Também pede a apuração dos fatos e a avaliação de uma possível suspensão da obra.
A documentação apresentada não comprova irregularidades nem confirma a abertura de investigação formal pelo Ministério Público. Os questionamentos dependem de análise dos órgãos competentes.





