Escolas de União da Vitória terão simulados para enfrentar eventos climáticos

As escolas estaduais do Núcleo Regional de Educação (NRE) de União da Vitória participam, em outubro e novembro, de uma nova etapa de simulados voltados à prevenção e à resposta a eventos climáticos extremos. A programação abrange 47 unidades de ensino da região, incluindo 15 escolas localizadas em União da Vitória. Juntas, elas atendem 13.740 estudantes, dos quais aproximadamente 4.410 estudam no município.

(Foto: Divulgação/Defesa Civil PR).

A iniciativa é desenvolvida pela Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR), em parceria com a Defesa Civil, e integra as ações do Programa Brigadas Escolares. O objetivo é preparar diretores, professores, funcionários e estudantes para adotar os procedimentos de segurança adequados diante de ocorrências como vendavais, granizo, chuvas intensas, inundações e alagamentos.

O coordenador do Departamento de Gestão Escolar da Seed-PR, Rodrigo Braz Martins, explica que os exercícios fazem parte do calendário escolar, com quatro simulados previstos ao longo do ano. A última atividade de 2026 terá foco específico nos riscos associados aos eventos climáticos severos.

“É uma parte teórica e principalmente prática, na qual os professores, a comunidade escolar e os diretores vão executar esses simulados”, afirma Martins.

Além dos treinamentos, a secretaria orienta as instituições a verificar as condições das estruturas físicas, com atenção a telhados, calhas e outros elementos que podem ser comprometidos durante temporais. Segundo o coordenador, também são disponibilizados recursos para que as direções realizem as adequações preventivas necessárias.

Simulados priorizam proteção dentro das escolas

A nova etapa apresenta uma mudança em relação aos três primeiros exercícios realizados neste ano. Enquanto as atividades anteriores tiveram como foco principal a evacuação das edificações, especialmente em situações de incêndio, o quarto simulado trabalha os procedimentos de proteção diante de fenômenos climáticos.

Cel. Ivan Fernandes, coordenador geral do Programa Brigadas Escolares

O coronel Ivan Fernandes, coordenador-geral do Programa Brigadas Escolares, explica que, em determinadas ocorrências, permanecer dentro da escola pode ser mais seguro do que sair do prédio.

“O simulado que envolve os eventos climáticos é justamente para a permanência no ambiente escolar de forma orientada, em como proceder para essas situações”, destaca.

Os protocolos variam conforme o tipo de emergência. Em caso de vendaval, por exemplo, as orientações podem incluir fechar janelas e cortinas, afastar os estudantes das áreas envidraçadas e buscar proteção sob as carteiras, seguindo as instruções dos responsáveis pela atividade.

Nas situações de inundação ou alagamento, pode ser necessário conduzir os estudantes para áreas mais altas e seguras. Já em ocorrências de incêndio, a orientação é realizar a evacuação organizada do prédio.

A definição das medidas depende das características de cada escola e das condições verificadas no momento da ocorrência. Por isso, o acompanhamento dos alertas da Defesa Civil e a avaliação dos riscos locais fazem parte da preparação.

 

Guia orienta diretores e professores

Para apoiar o trabalho, a Defesa Civil e o Programa Brigadas Escolares elaboraram um guia prático com orientações para diferentes situações climáticas. O material está disponível para consulta pelas instituições de ensino e serve de referência para o planejamento dos exercícios.

A publicação reúne procedimentos para vendavais, granizo, inundações e alagamentos, além de orientar o acompanhamento da previsão do tempo, dos Boletins de Gestão de Risco e dos alertas oficiais.

Segundo Fernandes, o programa existe há mais de dez anos no Paraná e envolve a atuação conjunta da Secretaria da Educação, da Defesa Civil estadual e do Corpo de Bombeiros. Ao longo desse período, quase 100 mil servidores passaram por processos de capacitação.

O cumprimento dos requisitos de segurança também é acompanhado por meio do Certificado de Conformidade, documento que considera, entre outros critérios, a realização e o registro dos simulados, as condições dos extintores, a iluminação de emergência e a sinalização das edificações.

Unidades de ensino podem funcionar como abrigos

As escolas também desempenham um papel importante no acolhimento de pessoas atingidas por desastres. No Paraná, 634 unidades escolares estão cadastradas nos planos de contingência municipais como possíveis locais de abrigo. O total corresponde a 37% das 1.689 estruturas disponíveis no Estado para essa finalidade.

A preparação das escolas considera, portanto, tanto a proteção dos estudantes e profissionais durante o período letivo quanto a eventual utilização dos prédios no atendimento à população em situações de emergência.

Orientações devem chegar às famílias

A formação busca ampliar o conhecimento sobre prevenção para além do ambiente escolar. A expectativa é que os estudantes compartilhem com familiares os procedimentos aprendidos durante os simulados.

Para Fernandes, um dos desafios do programa é ampliar o alcance das orientações às redes municipais e particulares de ensino, fortalecendo a cultura de prevenção em todo o Estado.

Com os simulados previstos para outubro e novembro, as escolas do Núcleo Regional de União da Vitória devem reforçar os procedimentos de prevenção e preparar suas comunidades para responder de maneira organizada a situações de emergência.